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Volta às aulas: o desafio dos psicólogos na educação

17 de fevereiro de 2016

Profissionais tornam-se fundamentais na resolução de conflitos, ações de combate ao bullyng, orientação profissional e outras práticas

 Passado o carnaval, grande parte das escolas inicia o ano letivo nesta semana. O período é um momento de adaptação para as crianças que irão à escola pela primeira vez, para aqueles que mudaram de instituição de ensino ou mesmo para quem vai mudar de turma.

Para tornar a fase menos traumática, as escolas têm adotado diferentes medidas e a atuação de psicólogos junto da equipe pedagógica é uma delas. De acordo com a psicóloga e coordenadora da Comissão de Psicologia Escolar/Educacional do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP), Andressa Sperancetta, a atuação deste profissional nas escolas promove a interação entre os conhecimentos específicos da Psicologia com os conhecimentos educativos. “No início das aulas, o psicólogo auxilia na preparação da equipe de educadores e de outros profissionais para receber os alunos da melhor maneira, além de orientar os pais sobre a forma adequada de preparar os filhos para essa retomada da rotina, controle da ansiedade e postura frente às mudanças”, explica.

No entanto, o papel do psicólogo escolar vai muito além do preparativo para a volta às aulas. De acordo com a especialista, é preciso deixar claro que no âmbito escolar o psicólogo não concorre com o pedagogo, mas atua nos bastidores, buscando atender o educador em suas necessidades de reflexão e de construção de conhecimento. “O psicólogo pode capacitar os professores para desenvolverem as habilidades sociais dos alunos, atuarem na prevenção da resolução de conflito e intervenção, quando necessário, além de orientar quanto ao uso das redes sociais e ainda medidas de combate ao bullyng e ciberbullyng”, detalha a psicóloga, destacando que o papel do profissional é o de empoderar o professor, que é quem tem o contato direto com os alunos.

Na prevenção ao bullyng, a atuação dos profissionais da Psicologia torna-se fundamental, já que agora é lei: escolas e clubes devem adotar medidas de prevenção e combate ao bullying. Sancionado pela presidente Dilma Rousseff em novembro de 2015, o texto institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática em todo o território nacional. A nova lei estabelece que professores e equipes pedagógicas deverão ser capacitados para implementar ações de prevenção e solução do problema.

Sugerir estratégias de recepção e acompanhamento de alunos com deficiência física ou algum transtorno mental, prevenir e identificar dificuldades de aprendizagem e de relacionamento entre professores e alunos, além de realizar rotinas de orientação profissional também são responsabilidades do psicólogo dentro das instituições de ensino.  De acordo com Andressa, por possuir tantas missões importantes nesse ambiente, o ideal seria que o psicólogo estivesse presente em todas as instituições de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior.

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