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A adaptação de uma das maiores obras literárias brasileiras é, na verdade, uma apropriação. “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é considerado uma espécie de revolução na maneira de contar uma história e Machado de Assis, seu criador, um revolucionário da escrita e das palavras. A obra conta a história de Brás Cubas que, morto, começa a relatar as próprias memórias. No palco pelo Grupo Delírio, a liberalidade poética de Machado, munido da sua conhecida sutileza, ironia fina e humor negro. Este ano o livro é cobrado no vestibular da Universidade de São Paulo – USP.

O espetáculo fala da criatura humana, as imperfeições, sonhos de ilusão e desejos. Tudo pela boca de um morto, ou seja, alguém que não pode mais ser reprimido ou condenado por dizer o que pensa. Se o conteúdo de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, publicado em 1881, já é inovador e provocativo, em sua forma é mais ainda. Machado de Assis conversa abertamente com o leitor, rompendo com diversos conceitos da escrita linear ou formal. Ora erudito, ora popular, ora didático, ora poético ao extremo, ele desliza sua literatura em pouco mais de 300 páginas de puro prazer e genialidade.

Em pouco mais de uma hora, a encenação do Grupo Delírio busca dar forma e sentido a um romance tão fundamental para a cultura brasileira. É, ao mesmo tempo, uma reverência e uma homenagem ao maior romancista brasileiro.  É puro exercício de teatralização. Mais do que criação de personagens, é colocar o ator num estado de interpretação onde a intimidade da plateia aprofunda-se à medida que a literatura assim exige. Machado de Assis foi um escritor, pensador, quase filósofo. Deixou para as gerações um pensamento profundo sobre o homem e sua relação com a vida, com a política, com a família, com o próximo. Às vezes pessimista, às vezes irônico, às vezes suave e poético; ele continua tendo muito a dizer para as novas gerações. “Encená-lo é abrir uma porta para o melhor da cultura brasileira e uma oportunidade rara de pensar e refletir com o teatro e com a escrita original de um dos mais importantes romancistas de nosso país”, opina o diretor do espetáculo, Edson Bueno.

Serviço

“Memórias Póstumas + Machado de Assis”

Apropriação/adaptação do romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

Até 24 de junho de 2018

Sextas e sábados – 20 horas

Domingos – 19 horas

Local: Estúdio Delírio – Rua Saldanha da Gama, 69. Alto da XV (Curitiba-PR)

Ingresso: R$ 40 e R$20.

Direção Edson Bueno

Elenco: Diogo Cavazotti, Gabriel Comicholi e Robysom Souza

Iluminação: Leo Campos

Cenário: Robysom Souza

Sonoplastia: Edson Bueno

Figurino: José Rosa

A adaptação de uma das maiores obras literárias brasileiras é, na verdade, uma apropriação. “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é considerado uma espécie de revolução na maneira de contar uma história e Machado de Assis, seu criador, um revolucionário da escrita e das palavras. A obra conta a história de Brás Cubas que, morto, começa a relatar as próprias memórias. No palco pelo Grupo Delírio, a liberalidade poética de Machado, munido da sua conhecida sutileza, ironia fina e humor negro. Este ano o livro é cobrado no vestibular da Universidade de São Paulo – USP.

O espetáculo fala da criatura humana, as imperfeições, sonhos de ilusão e desejos. Tudo pela boca de um morto, ou seja, alguém que não pode mais ser reprimido ou condenado por dizer o que pensa. Se o conteúdo de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, publicado em 1881, já é inovador e provocativo, em sua forma é mais ainda. Machado de Assis conversa abertamente com o leitor, rompendo com diversos conceitos da escrita linear ou formal. Ora erudito, ora popular, ora didático, ora poético ao extremo, ele desliza sua literatura em pouco mais de 300 páginas de puro prazer e genialidade.

Em pouco mais de uma hora, a encenação do Grupo Delírio busca dar forma e sentido a um romance tão fundamental para a cultura brasileira. É, ao mesmo tempo, uma reverência e uma homenagem ao maior romancista brasileiro.  É puro exercício de teatralização. Mais do que criação de personagens, é colocar o ator num estado de interpretação onde a intimidade da plateia aprofunda-se à medida que a literatura assim exige. Machado de Assis foi um escritor, pensador, quase filósofo. Deixou para as gerações um pensamento profundo sobre o homem e sua relação com a vida, com a política, com a família, com o próximo. Às vezes pessimista, às vezes irônico, às vezes suave e poético; ele continua tendo muito a dizer para as novas gerações. “Encená-lo é abrir uma porta para o melhor da cultura brasileira e uma oportunidade rara de pensar e refletir com o teatro e com a escrita original de um dos mais importantes romancistas de nosso país”, opina o diretor do espetáculo, Edson Bueno.

Serviço

“Memórias Póstumas + Machado de Assis”

Apropriação/adaptação do romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

25 de maio a 10 de junho de 2018

Sextas e sábados – 20 horas

Domingos – 19 horas

Local: Estúdio Delírio – Rua Saldanha da Gama, 69. Alto da XV (Curitiba-PR)

Ingresso: R$ 40 e R$20.

Direção Edson Bueno

Elenco: Diogo Cavazotti, Gabriel Comicholi e Robysom Souza

Iluminação: Leo Campos

Cenário: Robysom Souza

Sonoplastia: Edson Bueno

Figurino: José Rosa

ORGANISMO KAFKA é um salto sem paraquedas para dentro da obra de Franz Kafka, um dos mais importantes escritores da dramaturgia universal. É fruto de uma dramaturgia original que coloca um escritor (alter ego do próprio Kafka) numa típica situação criada pelo próprio. K, o escritor é contratado para prestar serviços literários numa aldeia dominada por um castelo. Ao chegar na Aldeia ele se vê diante de um sistema hostil que parece mais condená-lo por ser escritor, do que recebê-lo como uma personalidade útil à sociedade. A aventura de K. na tentativa de chegar ao Castelo e prestar seus serviços é um verdadeiro pesadelo, armado e criado pelo próprio Kafka, para revelar os mil e um sistemas burocráticos inventados pela sociedade para reprimir a criatividade, a liberdade de expressão e o pensamento revolucionário. ORGANISMO KAFKA pode tanto ser visto como uma tragédia anunciada, como uma comédia de humor negro. Cabe ao público fazer a sua própria reflexão.

VALOR:
R$ 40,00
R$ 20,00

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção de Edson Bueno
Figurinos de Áldice Lopes
Assistência de Figurino de Luisa Wolff
Elenco:
Douglas Lacerda, Guilherme Oliveira, Marcos Maciel, Rafael Wolff, Sandra Prado, Antonio Barros e Robysom Souza.

Estudio Delirio

Rua Saldanha da Gama, 69

SEXTA FEIRA – 20 HORAS