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NÃO UMA, MAS VÁRIAS PROFISSÕES: OS DESAFIOS PARA O JOVEM FAZER SUA OPÇÃO NOS DIAS DE HOJE

3 de dezembro de 2019

Um mundo plural e digital, repleto de informações, opções e alta tecnologia, também oferece uma multiplicidade de possibilidades profissionais e de carreira. A psicóloga Mônica Rohr traz orientações de como o processo de orientação profissional pode ser mais assertivo na medida em que permite que o próprio jovem experimente, pesquise e faça com informação e ponderação suas escolhas

 

Decidir que profissão seguir, não importa a idade, é sempre um desafio. Especialmente quando se confunde determinada atuação profissional com uma vocação. “O termo vocação traz um peso muito grande. Dá a impressão de que só existe uma escolha profissional possível e irreversível, que deverá ser exercida por toda a vida”, aponta a psicóloga Mônica Rohr, que atua em seu consultório em Curitiba com atividades como orientação profissional, consultoria e prestação de serviço em treinamentos para intercâmbio cultural, entre outras.

 

“Mesmo com o dinamismo do mundo atual, percebemos que no campo da escolha profissional muitas vezes tanto os pais quanto os filhos ainda têm uma visão um tanto engessada, imaginando que ao longo da vida o jovem desempenhará suas atividades em um único formato de profissão. Hoje, no entanto, isso nem sempre será possível. O mundo contemporâneo traz muitas opções e tudo muda muito rápido. As profissões se reconfiguram de forma veloz, algumas surgem, outras desaparecem”, pondera. “Atualmente, na hora de um jovem fazer a escolha profissional, é importante que ele tenha em mente que ao longo da vida, poderá mudar de profissão várias vezes, que o mundo de hoje inclusive permite este intercâmbio fluído de habilidades em que conhecimentos e talentos que trazemos de várias áreas são valorizados ao longo de uma carreira”, aponta a psicóloga que é mãe de duas meninas, alunas do Colégio Sion Curitiba.

 

“Na Metodologia Montessori-Lubienska, que é adotada pelo Colégio Sion Curitiba, os alunos desde pequeno s são estimulados a desenvolver seus vários talentos e habilidades, com responsabilidade e atenção. Eles aprendem a se planejar, cumprir prazos, desenvolver projetos e a trabalhar em grupo, independentemente da disciplina que estejam estudando. Tudo isso contribui para a formação de adultos aptos a lidar com a questão profissional de forma mais fluente e tranquila, exercendo seu momento profissional com mais leveza e prazer. O que é importante, afinal, passamos muito tempo trabalhando”, observa Mônica Rohr.

 

“Este é um fator importante para a escolha do jovem, nas variadas escolas e metodologias didáticas: ele deve sim escolher fazer algo de que goste e com que tenha afinidade natural, mas dentro da realidade, conhecendo os meandros e desafios da profissão por que está optando. Ele também deve perceber que trabalhar não deve ser tido como um sacrifício, uma obrigação, mas como algo que faz parte da vida”, assinala.

 

VESTIBULAR OU FORMAÇÃO TÉCNICA?

Uma questão que se coloca hoje é a da decisão por fazer ou não vestibular. “Esta é uma grande dúvida para pais e filhos, e um paradigma da sociedade. Afinal, hoje, existem muitas profissões de formação técnica que se mostram muito rentáveis. Outras, como a de digital influencer, por exemplo, nem sempre vão requerer uma formação específica ou tradicional, apesar de também requererem estudo”, pondera a psicóloga. “Há países em que este olhar sobre a atuação profissional está mais avançado. Aqui no Brasil a questão ainda é vista de forma mais conservadora, é preciso quebrar estes paradigmas, afinal estamos tratando de pessoas e sua felicidade”, atenta.

 

Outra questão importante para o jovem atual é a consciência de que, pela própria dinâmica contemporânea, ele poderá trocar várias vezes de profissão ao longo da vida. “Hoje, não costumamos tratar a profissão com o verbo ser, mas sim estar. Estou psicóloga, estou jornalista, estou chef de cozinha, porque as oportunidades e os interesses de cada pessoa podem evoluir para outras áreas ao longo da vida”, considera. “Temos muitos adultos hoje, inclusive, fazendo reorientação profissional”, acrescenta.

 

Na orientação profissional do jovem um passo importante é este: ele perceber que a decisão que está tomando tão cedo poderá se transformar ao longo de sua vida. “Isso torna seu processo de escolha mais leve – e mesmo as chances de passar no vestibular aumentam com isso”, indica a psicóloga. “Em meus 18 anos de atuação na Psicologia, percebo que, na orientação profissional, o conhecimento de si mesmo é um fator fundamental para a realização de uma pessoa com sua profissão”, afirma.

 

Segundo Mônica Rohr, um processo produtivo para auxiliar o jovem na definição de sua escolha profissional deve passar pelas seguintes etapas:

 

  1. Autoconhecimento, envolvendo também a família e sua história
  2. Pesquisa e análise das atuais configurações de trabalho, tradicionais e não-tradicionais
  3. Vivência em campo, conhecendo na prática os cursos, instituições de ensino, assim como os profissionais e o dia a dia das profissões de interesse
  4. Pesquisa de mercado, levantando dados de carreira, oportunidades, rentabilidade e sustentabilidade das profissões de interesse.

 

Passando por todas estas etapas com condução e orientação, o jovem tem mais chances de fazer uma escolha adequada, consciente e coerente com sua vida, aptidões, interesses e história. “Com isso, aumenta inclusive a chance de ter sucesso na profissão escolhida”, indica.

 

INTERCÂMBIOS AJUDAM?

A questão do intercâmbio, segundo Mônica Rohr, pode abrir horizontes. E também, justamente por isso, em um primeiro momento modificar aspectos que pareciam decididos. “Um jovem pode viajar certo de determinada profissão que deseja seguir e voltar desejando atuar com outra profissão ou mesmo reconsiderando dentro de um leque mais amplo o que deseja escolher”, conta a psicóloga.

 

“O intercâmbio, com o contato com outros estilos de vida e visões de mundo que proporciona, abre muito os horizontes para o jovem. O que, ao longo da vida será percebido, se mostra muito positivo para seu desenvolvimento e para o adulto que se tornará”, diz. “Quem tem esta oportunidade, deve sim se dedicar a viver esta experiência”, sugere. “A vivência que o intercâmbio proporciona é geralmente muito positiva para a educação.”

 

SOBRE O SION CURITIBA

A formação de crianças e jovens para a vida é um desafio na atualidade, com a velocidade das transformações na chamada era digital. Referência no ensino, o Colégio Nossa Senhora de Sion de Curitiba une tradição e atualização constante, atuando com base na inovadora linha pedagógica da Metodologia Montessori-Lubienska associada ao Método de Psicomotricidade Ramain.  Fundado em 1906, com proposta educativa voltada ao desenvolvimento humano, o Colégio Sion Curitiba prepara integralmente, há 113 anos, pessoas e cidadãos aptos a se posicionar diante dos desafios da vida com resiliência, sabedoria e tolerância, características mais que necessárias ao agitado cotidiano contemporâneo.

 

 

Serviço:

COLÉGIO NOSSA SENHORA DE SION DE CURITIBA

Sedes: Sion Batel e Sion Solitude

Cursos: Educação Infantil; Ensino Fundamental I; Ensino Fundamental II; Ensino Médio; Período Integral

Tel.: 41 3019-6155 (Batel) | 41 3226-6161 (Solitude)

Endereço:

Alameda Presidente Taunay, 260 (Batel)

Rodovia Curitiba-Paranaguá BR 277, 4761 (Solitude)

Site: www.sioncuritiba.com.br

Facebook: www.facebook.com/sioncuritiba 

Instagram: @sioncuritiba

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