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Festival de Curitiba promove encontros, debates, palestras e oficinas gratuitas

19 de março de 2017

Interlocuções traz Zé Celso Martinez e Renato Borghi em evento especial

 

Com objetivo de promover a formação cultural e estreitar a relação dos espetáculos com um novo público, o “Interlocuções”, recorte da Mostra do Festival de Curitiba 2017, realizará encontros, palestras, debates, palestras e oficinas gratuitamente de 30 de março a 9 de abril, no Paço da Liberdade.

 

“Com esta programação, temos o prazer de afirmar mais uma vez, a legitimidade e o espaço para a arte em todas as suas formas como instância fundamental na vida de todas as pessoas. Que sejam possíveis os encontros, que as diferenças convivam, que os teatros, ruas e os espaços da arte façam vibrar a cidade, que haja escuta e presença”, refletem os curadores do festival, Guilherme Weber e Marcio Abreu.

 

Entre os convidados especiais estão o dramaturgo Zé Celso Martinez, o ator Renato Borghi, os diretores Amir Haddad, Noilton Nunes e Elcio Nogueira, que estarão presentes para apresentação do filme “O Rei da Vela”, seguido de debates, com mediação de Lúcia Camargo, no dia 4/4. Nessa data serão comemorados os 80 anos de Zé Celso e Borghi.

 

As inscrições para as oficinas devem ser feitas pelo e-mail oficinas@festivaldecuritiba.com.br

 

Patrocinadores

O Festival de Curitiba conta com uma rede de parceiros imprescindíveis para sua realização.  O Festival de Teatro de Curitiba é apresentado pela Cielo e tem patrocínio de Copel, Sanepar, Renault, EBANX  e Petrobras. O evento de dança Movva, em sua primeira edição, tem patrocínio de O Boticário.

 

Os eventos simultâneos – Guritiba, MishMash e Risorama – também contam com parceiros que ano a ano contribuem para garantir a diversão e a cultura para diferentes plateias.

 

O Guritiba, voltado para o público infantil, é apresentado pela Parati e patrocinado pela Peróxidos do Brasil. O MishMash, com atrações para toda família, é apresentado por Unimed Curitiba, Worker e Grupo Servopa. O Risorama, espaço para o stand up comedy no Festival, é apresentado pelas empresas Potencial Petróleo, Aveo, Havan e Sesi. A bilheteria do Festival de Curitiba é uma parceria com o ParkShoppingBarigüi.

 

Ingressos

A venda dos ingressos será pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelo aplicativo do Festival (Festival de Curitiba 2017) e na bilheteria oficial do evento, no ParkShoppingBarigüi, com funcionamento das 11h às 23h, de segunda a sexta, no sábado, das 10h às 22h e, aos domingos, das 14h às 20h.

 

Nesta edição, o cliente tem a opção de não retirar o ingresso impresso na bilheteria: os ingressos comprados pelo site terão um QR Code, que será enviado ao celular do público e usado para a entrada nas peças e demais eventos do Festival.

 

Confira a seguir a programação completa do Interlocuções:

 

OFICINAS

Alejandro Ahmed e Mariana Romagnani

Local: Casa Hoffmann

Dias: 30 e 31 de março

Horário: das 10h às 12h

Número de Participantes: 20 pessoas

Público-alvo: Artistas, performers, bailarinos, atores.

 

Percepção Física e Composição Generativa

Ministrada pelo coreógrafo Alejandro Ahmed e a bailarina e assistente de criação do Grupo Cena 11 Mariana Romagnani, a oficina “Percepção Física e Composição Generativa” tem o intuito de instrumentalizar o corpo para processar informações de maneira a torná-lo mais apto a observar e fazer um exercício crítico constante do movimento, buscando um controle mais apurado das dramaturgias que este pode propor.

Transitando por informações que guiam os atuais interesses estéticos do Grupo Cena 11, esta oficina é voltada para o exercício de estratégias coreográficas que evidenciam a co-autoria de cenas formuladas através de emergências composicionais.

Estas estratégias propõe uma dança em que a deliberação das ações não sejam o mote primeiro de sua composição, mas que se formulem através de um controle remoto em que percepção e adaptação são instrumentos de negociação com outros corpos e limites.

A oficina é dividida em dois módulos correlacionados. Na primeira parte são explorados exercícios que propõe diferentes modos de lidar com o peso do próprio corpo como matéria de produção da movimentação. E que buscam aprimorar a consciência de vetores gerados e percorridos pelo corpo durante cada ação. Em extensão a isso, a segunda parte da oficina se utiliza dos mesmos parâmetros em ações coletivas, tomando como partida algumas cenas das últimas produções da Companhia.

Juliana Galdino

Local: SESC Paço da Liberdade

Dias: 6 de abril

Horário: das 10h às 13h30

Número de Participantes: 20 pessoas

Público-alvo: Atores e atrizes profissionais

 

A Voz como ferramenta de construção do tempo, do Espaço e do Imaginário

O encontro vai proporcionar aos atores a possibilidade de descobrir novos e inaugurais sentidos em uma obra, descolando-se de conteúdos e formas hegemônicas. Cada participante trabalhará com um pequeno texto, sobre o qual a Orientadora procederá a uma série de intervenções, visando uma modulação mais ampla (e singular) do tempo e do espaço, através de desvelamentos insuspeitados das palavras – transformando-as em rizomas no imaginário do espectador.

No trabalho a ser realizado na oficina, a função mimética do ator é subtraída e visa a criação de outros sentidos para o fenômeno teatral. O foco se dirige para a materialidade do texto, para as palavras e a estrutura da obra. É nessa materialidade que se traduz e se expande a arquitetura de pensamento do autor, com todas as suas contradições e movimentos inconscientes. Toda a técnica desenvolvida pela Cia CLUB NOIR (fundada por Juliana Galdino e Roberto Alvim) trabalha no sentido de criar operações/procedimentos de desencobrimento de outros/novos sentidos e potências para o verbo, através de explorações imprevisíveis de modos de fala.

 

Wagner Schwartz

Local: SESC Paço da Liberdade

Dias: 7, 8 e 9 de abril

Horário: das 10h às 12h

Número de Participantes: 40 pessoas

Público-alvo: Artistas, performers, bailarinos, atores, estudantes de arte.

 

TRANSOFICINA: IF YOU HOLD A STONE a partir do trabalho Transobjeto

Em 2004, Wagner Ribot Pina Miranda Xavier le Schwartz Transobjeto estreou com Hélio Oiticica, Lygia Clark, Milton Santos, Lia Rodrigues, Caetano Veloso, Joseph Kosuth, Carmen Miranda, Haroldo de Campos e, a partir de então, segue com Massimo Canevacci, Porcas Borboletas, Danislau, Christine Greiner, Sheila Ribeiro, Gabriela Gonçalves, Karlla Girotto, Yves-Noël Genod.

Na Transoficina (Trans, como “trânsito”) cada movimento, cada gesto dos artistas que fizeram parte do imaginário de Transobjeto será discutido com amor e humor, tema que abre o Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade.

 

 

PALESTRAS

 

  1. AMIR HADDAD

Local: SESC Paço da Liberdade

Dias: 2 de abril

Horário: das 16h às 18h

Público alvo: Estudantes de teatro

Mediação: Lucia Camargo

 

Amir Haddad (Guaxupé, MG, 1937), diretor e ator. Dirige grupos alternativos na década de 1970 fundamentando uma linha de trabalho significativamente pesquisada por essa geração: disposição não convencional da cena; desconstrução da dramaturgia; utilização aberta dos espaços cênicos; e interação entre atores e espectadores. Essa linha de pesquisa se sedimentou no seu trabalho como diretor a partir da fundação do Tá na Rua, em 1980, grupo que encabeça até hoje. Sai de Rancharia, interior de São Paulo, em 1954, para estudar na capital. Em 1957, interrompe a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde tem como colegas José Celso Martinez Corrêa (1937) e Renato Borghi (1937), que o convidam para dirigir Cândida, de Bernard Shaw (1856-1950). Participa da criação do Teatro Oficina, trabalhando em A Ponte, de Carlos Queiroz Telles (1936-1993), e Vento Forte para Papagaio Subir, de José Celso Martinez Corrêa, ambas em 1958. Em 1959, ainda com o Oficina, participa, entre outras, de A Incubadeira, de José Celso Martinez Corrêa, que lhe vale seu primeiro prêmio de melhor direção.

Desligando-se do Teatro Oficina, segue em 1961 para Belém, no Pará, realizando uma série de trabalhos para a Escola de Teatro de Belém. Em 1965, o Teatro Universitário Carioca o convida para dirigir O Coronel de Macambira, de Joaquim Cardozo (1897-1978), e Amir acaba por permanecer no Rio de Janeiro. Lá é um dos fundadores do grupo A Comunidade, instalado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), que se projeta em 1969 com o espetáculo A Construção, de Altimar Pimentel (1936-2008), atribuindo a Amir o Prêmio Molière de melhor direção. Em 1970, realiza mais dois espetáculos com o grupo: Agamêmnon, de Ésquilo (525 a.C.-456 d.C.), e Depois do Corpo, de Almir Amorim. No mesmo ano, ganha o segundo Molière, com O Marido Vai à Caça, de Georges Feydeau (1862-1921). Em 1980, funda o Tá na Rua, fazendo apresentações de rua baseadas em cenas de criação coletiva. Em 1984 estreia com o grupo o espetáculo Morrer pela Pátria, de Carlos Cavaco (1878-1961), encenado por mais de três anos, contribuindo para a pesquisa de demolição da linguagem do teatro convencional do conjunto, que desemboca no seu trabalho de teatro de rua.

Realiza, também, trabalhos no teatro comercial, que lhe valeram o Prêmio Shell por Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) e Ferreira Gullar (1930) em 1989; e o Prêmio Sharp, por O Mercador de Veneza, de William Shakespeare (1564-1626), em 1996. Dirige, ainda de Shakespeare, Noite de Reis, em 1997; e O Avarento, de Moliére (1622-1673), em 2000. A partir da década de 1990, Amir aprofunda suas pesquisas de teatro de rua, fazendo diversas encenações de Cortejos e Autos pelo país, movimentando milhares de pessoas nessas encenações, tendo quase sempre presente alguns dos integrantes do Tá na Rua.

 

 

  1. ROBERTO ALVIM

Local: SESC Paço da Liberdade

Dias: 6 de abril

Horário: das 16h às 18h

Público alvo: Estudantes de teatro

Mediação: Luciana Romagnoli

 

Roberto Alvim, além de autor teatral, é também diretor, ator e foi Professor de História do Teatro e Literatura Dramática no Curso Profissionalizante da CAL (RJ) de 2000 a 2004; também lecionou Dramaturgia na Universidade de Córdoba (Argentina) em 2005, ministrou Oficinas para novos dramaturgos em diversos Estados do Brasil (Acre, Ceará, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, a convite de Festivais e do Ministério da Cultura – FUNARTE). Autor de 16 peças, encenadas no Rio de Janeiro, São Paulo, França (Paris), Argentina (Córdoba) e Suíça (Lausanne). Sua obra já foi traduzida para o italiano, francês, espanhol e grego, e há publicações teóricas sobre o seu trabalho no Brasil, Argentina, Espanha e França. Em 2005 exerceu a função de Diretor Artístico do Teatro Ziembinski (RJ), onde coordenou o Centro de Referência da Dramaturgia Contemporânea, com o patrocínio da Prefeitura do Rio. Em janeiro de 2006, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde fundou com a atriz Juliana Galdino a companhia CLUB NOIR, dedicada exclusivamente à montagem de dramaturgia contemporânea. A companhia encenou vários espetáculos: Anátema (monólogo de sua autoria, interpretado pela atriz Juliana Galdino); Homem sem Rumo, indicado ao Prêmio Shell 2008 (SP) de Melhor Direção e Melhor Iluminação (ambas as indicações para Roberto Alvim), e para o Prêmio Bravo! de Melhor Espetáculo Teatral do ano; e O Quarto, primeira peça do dramaturgo inglês Harold Pinter, com tradução e direção de Roberto Alvim. Foi o primeiro dramaturgo brasileiro publicado na mais importante coleção de dramaturgia contemporânea européia, a Les Solitaires Intempestifs, em 2005, com sua peça Às Vezes É Preciso Usar Um Punhal para Atravessar O Caminho, também traduzida para o espanhol e publicada na Espanha e na Argentina. Seus últimos trabalhos no Rio foram Pelecarnesangueossos; Todas as Paisagens Possíveis, Qualquer Espécie de Salvação, Às Vezes é Preciso Usar um Punhal para Atravessar o Caminho, Mundo Pânico, projeto PEEP CLASSIC ÉSQUILO, O Balcão, de Jean Genet, e Caesar – Como Construir um Império de William Shakespeare, Tríptico Beckett, O Quarto, de Harold Pinter, e mais recentemente Leite Derramado, adaptação da obra de Chico Buarque.

 

 

  1. SÉRGIO CARVALHO

Local: SESC Paço da Liberdade

Dias: 9 de abril

Horário: das 16h às 18h

Público-alvo: Estudantes de teatro

Mediação: Mariana Barcelos

 

A Companhia do Latão é um grupo teatral de São Paulo, Brasil, interessado na reflexão crítica sobre a sociedade atual. Seu trabalho inclui espetáculos, atividades pedagógicas, edições, bem como uma série de experimentos artísticos.

Dirigida desde sua origem por Sérgio de Carvalho, o grupo tornou-se uma referência para o teatro de São Paulo no que se refere à pesquisa estética avançada e à politização da cena.

A origem do grupo está ligada à montagem do espetáculo Ensaio para Danton (1996), livre adaptação do texto A morte de Danton, de Georg Büchner, com direção de Sérgio de Carvalho. No ano seguinte, o diretor reúne uma equipe em torno de um projeto chamado “Pesquisa em teatro dialético”, para a ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, momento em que se forma efetivamente o grupo de pesquisa teatral, que passa a ser co-dirigido por Márcio Marciano. Nos dois anos de residência naquele espaço se realiza um estudo da obra teórica de Bertolt Brecht como modelo para o teatro épico-dialético no Brasil. A abertura pública do projeto ocorreu com a leitura do texto A Santa Joana dos matadouros, de Brecht, seguida de uma palestra de Roberto Schwarz, em 03 de julho de 1997.

A partir disso seguiram-se a criação de: Ensaio sobre o latão (1997); O nome do sujeito (1998); e A comédia do trabalho (2000). Entre 2001 e 2003, a Companhia do Latão retorna ao Teatro Cacilda Becker, no bairro da Lapa, em São Paulo, onde tinha ocorrido sua pré-história com Ensaio para Danton. Ali o grupo produz suas encenações mais experimentais, também baseadas em textos próprios. Auto dos bons tratos (2002) que se baseia num episódio histórico do século 16, relativo ao processo inquisitorial do Capitão Pero do Campo Tourinho. Seguiram O Mercado do gozo (2003) e Equívocos colecionados (2004). A estreia de O círculo de giz caucasiano, em agosto de 2006, é o primeiro trabalho da nova fase. Com direção de Sérgio de Carvalho e artistas oriundos de vários grupos de pesquisa teatral, a montagem foi mais que um retorno a Brecht.

O Estúdio do Latão é inaugurado em julho do mesmo ano e passa a sediar oficinas e abrigar uma pesquisa teatral e audiovisual intitulada Ópera dos vivos, que se desdobra entre 2008 e 2009. No final de 2008 o grupo lançou o livro Companhia do Latão 7 peças (Cosacnaify) e realizou o experimento video-cênico Entre o Céu e a Terra, inspirado em conto de Machado de Assis. A Ópera dos Vivos, que estreou em 2010, montagem de 4 horas de duração, feita de atos independentes, cada um se valendo de uma forma diversa (teatro político, cinema, show, gravação de televisão) percorre a história recente do país do ponto de vista das mudanças na relação entre trabalho artístico e cultura política. Em 2012 têm início os estudos para a montagem de O Patrão Cordial. Livremente inspirado no texto Senhor Puntila e seu Criado Matti de Bertolt Brecht e nos escritos de Sérgio Buarque de Holanda, que estreou em 2013. A montagem do espetáculo Os que Ficam foi realizada no início de 2015 como atividade dentro de uma grande exposição em homenagem a Augusto Boal no CCBB do Rio de Janeiro. Em 2016 estreou seu mais recente trabalho O Pão e a Pedra.

 

 ENCONTROS DE CURADORIA E CRÍTICA, TEATRO E DANÇA

Local: SESC Paço da Liberdade

Dias: 31 de março e 1 de abril

Horário: das 16h às 18h

 

OS PARTICIPANTES

 

Numa aproximação entre a curadoria e a crítica, encontram-se perspectivas conceituais diversas e atuações práticas muito diferentes entre si. Para dar conta de um debate amplo e ao mesmo tempo vertical, propomos que o grupo de convidados seja representativo em diferentes áreas de ação e pensamento, e que o formato do encontro contemple a escuta e a abertura para a formulação de novas perguntas.

 

De antemão, consideramos a dança, o teatro e a performance como solo comum das artes cênicas embora as discussões sobre curadoria e crítica nesses campos, pelo menos no Brasil, não pareçam ter o devido intercâmbio.

 

No âmbito da curadoria, é importante contemplar as atividades de programação e gestão, que em muitas ocasiões ficam a cargo dos mesmos profissionais. No universo da crítica, a pesquisa e a criação se mostram como práticas afins e, atualmente, mais presentes no debate crítico sobre as artes cênicas que a atividade jornalística, comumente tomada como a crítica em si. Tais nuances dos referidos campos são condição de possibilidade do debate, especialmente se levarmos em conta os modos de produção das artes cênicas no Brasil, que fazem com que profissionais acumulem funções nas suas realizações.

 

Os convidados internacionais trazem experiências diversas daquelas viabilizadas pelos nossos meios de produção e políticas públicas, arejando as questões, trazendo novas ideias e propostas.

 

Curadores Convidados:

 

Felipe de Assis é diretor teatral, produtor cultural e curadoria em artes cênicas. É Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC-UFBA e graduado em Direção Teatral pela Escola de Teatro da UFBA. Desde 2008, é um dos curadores e coordenadores gerais do FIAC Bahia – Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia.

 

Federico Irazábal, crítico e pesquisador de teatro, é o atual diretor artístico do Festival Internacional de Buenos Aires e representante do Ministério da Cultura da Nação Argentina no Conselho Diretor do Instituto Nacional do Teatro. Na sua carreira, conjuga a reflexão acadêmica, o trabalho jornalístico em meios de comunicação de massa (não apenas na mídia impressa mas também na rádio e na televisão) e a gestão cultural. Seu pensamento sobre teatro é fortemente atravessado pelos problemas das suas condições materiais de produção e por sua relação com o político.

 

João Carlos Couto é sociólogo, curador, programador e produtor cultural na área de teatro e dança, ator e autor de teatro (premiado com o Prêmio Shell como melhor autor de São Paulo em 1990). Diretor executivo e curador de quatro edições (1995,1996,1998 e 1999), do Festival Internacional de Artes Cênicas de São Paulo presidido e promovido por Ruth Escobar. Consultor para a programação internacional de dança do Teatro Alfa desde o ano de 2004. Conselheiro (artes cênicas) da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura – CNIC, do Ministério da Cultura. Biênio 2006 a 2009.  Presidente da Câmara Setorial de Teatro, e membro do Conselho Estadual de Cultura do Estado de São Paulo. Biênio 2008/2010. Chevalier des Arts et des Lettres – França. Nomeado em março de 2009. Curador da Área de Artes Cênicas (teatro, dança e circo) do Festival “Europalia.Brasil”, realizado na Bélgica e países limítrofes em 2012.  Membro da Comissão de Avaliação de Projetos do Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Coordenação Geral do FranceDanse Brésil 2016.

 

Marcio Abreu, diretor e dramaturgo.  Diretor da Companhia Brasileira de Teatro em 1999, sediada em Curitiba. Seus principais trabalhos estão: Volta ao dia…, (2002); Suíte 1, de Philippe Minyana, (2004); Daqui a duzentos anos, textos de Anton Tchekhov, (2004/2005);Apenas o fim do mundo, de Jean-Luc Lagarce, (2005/2006); O que eu Gostaria de dizer, (2008); ;  (2010); Vida,  (2010); Oxigênio, de Ivan Viripaev, (2010); Isso te interessa?, de Noëlle Renaude, (2011); De Verdade, adaptação do romance do autor húngaro Sándor Márai (2012); Esta Criança, (2012);  Em 2012 escreveu Os três Porquinhos para a Commedie Française, e a peça Lhistoire du rock  na França. Em 2012 foi escolhido como personalidade teatral do ano pelo jornal Folha de São Paulo. Recebeu o Prêmio SHELL RJ de melhor direção pelo espetáculo Esta criança. Em 2015 dirigiu KRUM de Hanock Levin. Em 2015, escreveu e dirigiu PROJETO bRASIL. Em 2016 dirigiu o renomado Grupo Galpão no espetáculo NÓS. Há dois anos é o curador do Festival de Teatro de Curitiba.

 

Paula Giuria é diretora artística e curadora do Festival Internacional de Dança Contemporânea do Uruguai desde 2012. http://www.fidcu.com/proyecto-fidcu, Já nas primeiras edições, o FIDCU torna-se um dos principais festivais da América do Sul. Estudou dança contemporânea em Babinka e na E.D.D.C. (European Dance Development Center), Holanda. Criou diversas obras de dança assim como encontros internacionais sobre criação e dança contemporânea, em Montevidéu.

 

Nayse Lopez É jornalista e curadora desde 1992. Realizou – como curadora, crítica de dança e jornalista – diversas mostras e conferências na área da dança, das artes performativas e da cooperação cultural. Entre estes a Conferência Internacional de Dança e Cooperação Cultural, realizada em Rio e São Paulo, em 2005. Desde 2001 é curadora convidada do Festival Panorama, tornando-se em 2006 diretora geral e artística do Festival e de outros projetos da Associação Cultural Panorama. É também fundadora e editora do site especializado em dança www.idanca.net.

 

Mesa 1 – Federico Irrazábal (Buenos Aires), Nayse Lopes (Rio de Janeiro), Marcio Abreu (Curitiba) – Mediação Daniele  Avila Small (Rio de Janeiro).

 

Mesa 2 – Paula Giuria (Montevidéu), João Carlos Couto (São Paulo), Felipe de Assis (Salvador) – Mediação Sonia Sobral (São Paulo).

 

 

Organizado por:

 

Daniele Avila Small é doutoranda em Artes Cênicas pela UNIRIO, mestra em História Social da Cultura pela PUC-Rio e Bacharel em Teoria do Teatro pela UNIRIO. Autora do livro O crítico ignorante – uma negociação teórica meio complicada (Editora 7Letras, 2015) e da peça Garras curvas e um canto sedutor (Cobogó, 2015). Foi diretora artística do Teatro Gláucio Gill em 2011 e 2012 com Felipe Vidal na Ocupação Complexo Duplo, indicada aos Prêmios Shell e APTR na categoria especial. É idealizadora e editora da revista Questão de Crítica (www.questaodecritica.com.br), coordena o Prêmio Questão de Crítica, integra o coletivo Complexo Duplo e a DocumentaCena – Plataforma de Crítica (documentacena.com.br). É presidente da seção brasileira da Associação Internacional de Críticos de Teatro (AICT-IATC), filiada à UNESCO, e editora regional no Brasil do site The Theatre Times (thetheatretimes.com).

 

Sonia Sobral é gestora cultural com mais de 25 anos de experiência nas áreas de dança e teatro. Gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural por 17 anos. A função envolveu a participação na criação e a gerência de diversos projetos nacionais. Participação no grupo gestor da Red Sudamericana de Danza entre 2001 e 2008 – membro até 2011. A principal ação foi coordenar a expansão regional da rede. Coordenação nacional do site especializado em dança contemporânea www.idanca.net entre 2005 e 2008 e entre 2009 e 2010 integrou o conselho editorial.
Inicia, em janeiro de 2016, junto e a convite de Marcelo Evelin e Regina Veloso, o desenvolvimento da gestão do espaço artístico Campo, em Teresina, PI Participa, em todo Brasil, de mesas, debates e comissões de seleção.

 

 ENCONTROS DE CRÍTICA

 

Encontros entre artistas, espectadores e críticos da DocumentaCena – Plataforma de Crítica (formada pelo site Horizonte da Cena, o blog Satisfeita, Yolanda? e a revista eletrônica Questão de Crítica) para propiciar um ambiente de conversa e cumplicidade nos teatros logo após os espetáculos, prolongando a experiência de convívio e de reflexão pela escuta de três pontos de vista: do artista, da crítica e do público. Com Ivana Moura (Satisfeita Yolanda? /PE), Luciana Romagnolli (Horizonte da Cena /BH), Mariana Barcelos e Patrick Pessoa (Questão de Critica/ RJ). Os espetáculos que fazem parte da ação estão relacionados na Grade do Festival.

 

ENCONTROS

 

  1. Encontro com Jorge Andrade, dramaturgo e diretor (Cia Mala Voadora/Portugal), Leonardo Moreira, dramaturgo e diretor (Cia Hiato/SP) e Christiane Jatahy, dramaturga e diretora (Cia Vértice/RJ). Mediação de Daniele Avila Small.

Dia 1 de abril às 14h.

 

  1. Encontro com o coreógrafo e bailarino André Masseno com critico Ruy Filho (revista Antropositivo).

Dia 3 de abril às 14h

 

  1. Encontro com Lia Rodrigues, coreógrafa (Lia Rodrigues Companhia de Dança) e Vera Mantero, coreógrafa e bailarina (O Rumo do fumo/Portugal). Mediação de Sônia Sobral.

Dia 5 de abril às 14h.

 

  1. Encontro com Jé Oliveira, dramaturgo e ator (idealizador de Farinha com Açúcar/ Belo Horizonte), Katia Drummond, Cantora e Atriz ( MUV/ Curitiba) e Fernanda Julia, diretora (espetáculo Macumba/Salvador). Mediação de Luciana Romagnoli.

Dia 7 de abril às 14h.

 

  1. Encontro com Fernanda Silva, atriz (Campo Arte Contemporânea/PI) Leonarda Glück, dramaturga, diretora  e atriz (Selvática Cia de Teatro/Curitiba) e Rafael  Bacelar, ator e diretor ( Coletivo Toda Deseo/BH). Mediação Ivana Moura.

Dia 8 de abril às 14h.

 

EVENTO ESPECIAL

 

Exibição do filme “O Rei da Vela”, direção de Zé Celso Martinez Correa e Noilton Nunes, dia 3 e 4 de abril. Filme na íntegra, duração 3h. Dia 4, exibição com a presença dos diretores Zé Celso e Noilton Nunes, do ator Renato Borgui, do diretor Amir Haddad e de Elcio Nogueira.

 

Uma celebração, entre os atores do Grupo Oficina, dos diretores do filme, e comemoração do aniversário de 80 anos de Zé Celso e Renato Borghi (dia 30 de março).

Mediação: Lucia Camargo

 

Lançamento de livro

Fotografia de Palco, vol. 1 e 2”, de Lenise Pinheiro. Conversa e autógrafos.

 

Lenise Pinheiro nasceu na cidade de São Paulo em 1960 e é fotógrafa.

Começou a dedicar-se à fotografia de teatro no início da década de 80, documentando desde então produções dos mais expressivos diretores e companhias brasileiras, entre os quais Antunes Filho, Hector Babenco, José Celso Martinez Corrêa, Ulysses Cruz, Romero de Andrade e Lima, Bia Lessa,Gerald Thomas, Daniela Thomas, Marco Antônio Rodrigues e muitos outros. A partir de 1983, realiza uma série de exposições individuais (focalizando peças em todo território nacional), firmando seu nome como a melhor fotógrafa do gênero na atualidade. Foi a fotógrafa de todas as edições do Festival de Teatro de Curitiba (PR), entre 1992 e 2016; tendo publicado os livros: Fotografia de Palco 1, em 2008, Fotografias Teatro Oficina, em 2014 e o Fotografia de Palco 2 em 2016.

Mediação: Lucia Camargo

 

 

 

 

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