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Desafios para novos empreendimentos

10 de março de 2016

Onde existe crise, também há oportunidade.

Criatividade é a palavra de ordem, segundo especialistas em negócios

 

            O número de empresas criadas no ano passado ultrapassa 1,5 milhão, segundo dados da Serasa Experian. Com a abertura de 105.351 novas organizações, o setor de serviços foi o que mais cresceu, seguido das empresas comerciais (53.026). Já no setor industrial, 14.476 novas organizações foram criadas – as informações são do mês de setembro de 2015.

            O vice-diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná) e CEO da ThyssenKrupp do Brasil – Division Steering, Daniel da Rosa, que é especialista em novos negócios, afirma que desde a identificação do mercado até a implementação da operação, especialmente em um ano de crise financeira, os maiores desafios daquele que quer empreender são: analisar o mercado e buscar se adaptar.

             “É preciso avaliar se o modelo de negócio ainda está adequado à nova realidade econômica que estamos vivendo, se os produtos ou serviços são os mais adequados para esse novo cenário e se as premissas que foram utilizadas para a abertura do novo negócio ainda são válidas. Outro ponto essencial é se adaptar, sempre que constatar que o modelo de negócio não é o mais adequado para a situação atual. Nesta época de crise, os costumes dos consumidores mudam muito rápido”, relata.

            Adaptar a oferta para uma fase de dinheiro ‘mais curto’ e de consumidores com baixo nível de confiança na economia; ajustar o mix de produtos para itens de menor valor e investir no mercado externo, já que o câmbio atual ajuda na competitividade de produtos brasileiros no exterior, são outras dicas do especialista aos empreendedores.

            De acordo com Rosa, para lidar com o cenário também é preciso investir em processos produtivos que contribuam com a competitividade e reduzam os custos de produção. “As empresas ainda devem ficar atentas ao melhor aproveitamento de matérias-primas, o desenvolvimento de produtos inovadores e com maior valor agregado e a implementação de novas tecnologias que incrementem a produtividade. Diversificar as operações por meio da atuação em diferentes setores e segmentos é uma boa estratégia para enfrentar um momento de crise. Inclusive, essa tem sido a estratégia de negócios da ThyssenKrupp no Brasil, que se baseia no posicionamento global da companhia”, completa.

 

Menos riscos

            Segundo o vice-diretor da AHK PR, para começar qualquer empreendimento é necessário criar um plano de negócios, com dados concretos. Há também um exercício de análise da sensibilidade do negócio que é válido fazer: “por exemplo, o que aconteceria se as vendas caíssem em 10% ou 20%? E se os custos aumentassem por efeito da inflação interna ou do câmbio? Se houver financiamento, está sendo considerado o crescente custo dos juros? Se entrar um novo concorrente, ainda tenho espaço? Existe algum risco concreto de que o meu produto ou tecnologia se torne obsoleto com as inovações que estão surgindo?”, expõe.

            Responder essas e outras questões contribui para a sustentabilidade do negócio, assim como estar cercado de profissionais capacitados e motivados. Rosa também faz um alerta quanto aos cuidados com a gestão, a começar pela definição de metas claras, acompanhamento do desempenho do negócio e identificação de novas tendências. “E, claro, nunca descuide do fluxo de caixa, que é o sangue da empresa e precisa estar circulando”, finaliza.

 

Sobre a AHK Paraná  Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Esta é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida pelo Conselheiro de Administração e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba Andreas F. H. Hoffrichter.

Fundada em 1972, a AHK Paraná integra uma rede composta por mais de 130 Câmaras binacionais alemãs em 90 países ao redor do mundo que trabalham em prol do fomento profissional de seus associados e no estímulo ao networking entre diferentes organizações. Com foco no desenvolvimento do Paraná, a AHK Paraná está entre as cinco melhores e mais completas câmaras bilaterais do Brasil e agrupa empresas de capital ou know how alemão e companhias brasileiras instaladas no estado com interesses na Alemanha.

 

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