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CRESCIMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO FRENTE AOS PAÍSES QUE COMPÕEM O BRICS É TEMA DE SEMINÁRIO DO LIDE PARANÁ

9 de julho de 2017

O palestrante Marcos Troyjo e sua esposa Cíntia Troyjo e Fabrício de Macedo .

foto: Orlando Kissner

 

Professor Marcos Troyjo, cofundador e diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, conversou sobre o tema, na última quarta-feira (28), com os principais líderes empresariais do estado

 

 

LIDE Paraná recebeu em um seminário, na última quarta-feira (28), o professor e cofundador e diretor do BRICLab da Universidade de Columbia (Nova York), professor Marcos Troyjo, para discutir o tema “Onde erramos?” – tendo em vista que o Brasil assume a sua pior posição noranking de crescimento econômico, frente aos países que compõem o BRICS (Brasil, Rússia Índia, China e África do Sul).

Para exemplificar, Troyjo estabelece um paralelo entre o Brasil e a China e afirma que o Brasil cometeu alguns erros ao longo de sua trajetória econômica que os levou aos resultados atuais.  A primeira questão foi a atenção dada à exportação. “O fato que é durante muito tempo o mundo esteve aberto para negócios e muitas nações utilizaram as exportações como estratégia de crescimento econômico, enquanto o Brasil não priorizou isso. Por exemplo, em 1985 o Brasil exportava US$ 1 bilhão para os EUA; e a China, no mesmo ano, exportava a mesma quantia para o mesmo País. Em 2016, o Brasil exportou, aproximadamente, US$ 21 bilhões para os EUA, enquanto a China exportou US$ 700 bilhões, também para os EUA”. Os chineses utilizaram o fato do mundo estar, então, aberto para negócios, para consolidar seu crescimento por meio de exportações.

Outra questão levantada por Troyjo, foi o investimento feito em infraestrutura. “Atraíram grandes empresas para produzir em seu território, com a intenção de colocar a China como uma gigantesca plataforma de exportações. Com isso fizeram com que a chegada do investimento estrangeiro fosse objeto de uma arquitetura que para cada dólar investido na infraestrutura da região – em forma de estradas, rodovia, energia elétrica etc. –  a empresa ganhasse um benefício, como isenção de imposto”. A integração econômica também é apontada por Troyjo como um dos erros cometidos pelo Brasil na ascensão econômica.

Segundo o presidente do LIDE Paraná, Fabrício de Macedo, entender os erros passados é, também, a chave para a discussão acerca do momento econômico nacional. “O que importa não é o que acontece, mas como reagimos. Por isso, entender a história econômica é tão importante na retomada. E tudo isso pode ser absorvido de uma forma macro ou, ainda, ser inserido em nossa realidade dentro das empresas”, afirma Macedo. Participaram do encontro, realizado no Castelo do Batel, os principais líderes e empresários do estado, entre eles o presidente da Sanepar, Munir Chaowiche; e o diretor da Horizons Telecom, Ricardo Montanher. O seminário contou, ainda, com a presença do CEO do LIDE nacional, Gustavo Ene.

Sobre Marcos Troyjo e o BRICLab

O BRICLab, da Universidade de Columbia, é um centro de estudos fundado com o objetivo de acompanhar, permanentemente, a trajetória dos países integrantes do BRICS. Além de diretor deste centro de estudos, Marcos Troyjo é professor-adjunto da Columbia-SIPA (School of International and Public Affairs). Também é colunista semanal do jornal Folha de S. Paulo e colaborador regular da mídia eletrônica e impressa no Brasil e no mundo, com destaque para Financial TimesThe World Financial Review e CNN en Español.

Troyjo também é o fundador do Centro de Diplomacia Empresarial, think-tank independente sobre assuntos globais. Realizou seu doutorado em sociologia das relações internacionais na Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado na Universidade Columbia. Economista e cientista político, é ex-aluno do Instituto Rio Branco, academia diplomática do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Também realizou estudos de pós-graduação na Harvard Kennedy School.

O cofundador do BRICLab é, ainda, pesquisador-visitante do Centro de Estudos sobre o Atual e o Quotidiano da Universidade Paris Descartes-Sorbonne e membro da Internacional Schumpeter Society. Trabalhou como diplomata de carreira e foi secretário de imprensa da Missão do Brasil junto à ONU em Nova York e chefe de gabinete do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Troyjo foi eleito uma das “Outstanding Young Persons of the World – TOYP”, pela Junior Chamber International, em 2004. Também foi o vencedor do “Leadership for Social Change Award-2001“, oferecido pela Brazil Foundation de Nova York, e do Prêmio “Prime Minister’s Latin American Fellow-2005“, concedido por Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia.

É autor de livros sobre desenvolvimento e assuntos globais, como “Nação-Comerciante: Poder & Prosperidade no Século 21”, relacionado pela revista Americas Quarterly como um dos melhores livros sobre política, economia e negócios em 2007. Seu livro mais recente é “Desglobalização: Crônica de um Mundo em Mudança”.

Um pouco sobre o LIDE

Idealizado por João Dória Jr., o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais é, atualmente, presidido por Luiz Fernando Furlan (chairman do LIDE e presidente do LIDE Internacional) e por Roberto Giannetti da Fonseca (vice-chairman). O Grupo conta com mais de 1.700 empresas filiadas que, juntas, representam mais de 53% do PIB privado brasileiro. Tem matriz em São Paulo e unidades em diferentes estados brasileiros, além do Paraná. O Grupo também está presente internacionalmente, em quatro continentes, nos seguintes países: Alemanha, Angola, Argentina, Chile, China, Estados Unidos, Itália, Marrocos, Moçambique, Portugal, Uruguai e Oriente Médio.

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