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Cálculo biliar: prevenção, sintomas e alimentação adequada

8 de julho de 2015

Cristais na vesícula é a doença do aparelho digestivo campeã de indicações cirúrgicas

 

 

Cálculo biliar – mais conhecido como pedra na vesícula – é a presença de pedras no interior da vesícula biliar. A doença é a campeã de indicações cirúrgicas entre os problemas relacionados com o aparelho digestivo.

 

Segundo a nutricionista do Hospital Santa Cruz, Jennifer Partika, é importante saber que a alimentação pode influenciar o surgimento das pedras. Quem não dispensa um fast-food, salgadinhos, massas refinadas e carnes gordurosas, está no grupo de risco. Além das pessoas com fatores hereditários e metabólicos.

 

“Hábitos saudáveis, como uma boa alimentação que inclua frutas e verduras, muita água e uma rotina de exercícios, pode prevenir ou controlar a doença. Mas é importante lembrar que antes de começar qualquer tipo de dieta devemos consultar um especialista, pois o tratamento deve ser individualizado”, cita.

 

Muitas vezes esquecida por todos, mas fundamental para o processo de digestão, a bile – substância produzida pelo fígado e armazenada nela – é responsável por ajudar na digestão da gordura que consumimos todos os dias. “A alimentação deve ser o mais natural e colorida possível (frutas, hortaliças, sucos naturais e água). Para controlar e reduzir o colesterol e o consumo de gordura é fundamental evitar alimentos industrializados como refrigerantes, enlatados, embutidos e congelados.”, menciona a nutricionista.

 

Pacientes com cálculos biliares podem não apresentar sintomas. A identificação, nestes casos, ocorre em exames de rotina ou durante outros procedimentos médicos. Os sintomas mais comuns podem incluir dores que surgem em intervalos de tempo, febre, inchaço abdominal, náuseas e vômitos, fezes com cor de argila e dores na região lombar.

 

O médico do Hospital Santa Cruz, Leonardo Andriguetto, afirma que determinados grupos e condições podem acelerar a formação de cálculos. “Existem inúmeros fatores de risco para a formação dos cálculos, entre elas as principais são histórico familiar, sexo feminino, sedentarismo, fatores nutricionais, obesidade e perda rápida de peso, por exemplo”, cita.

 

Porém é preciso estar atento às complicações das pedras, como a intensificação das dores abdominais. Quando isto ocorre, é preciso avaliar as soluções para o caso. Em um grande número de casos, cada vez mais numerosos, o procedimento cirúrgico é indicado.

 

"A cirurgia para retirada da vesícula é realizada preferencialmente por via laparoscópica, e hoje está indicada para todos os pacientes portadores de cálculos na vesícula, principalmente os sintomáticos, exceto se o risco cirúrgico for muito elevado devido a fatores como idade muito avançada e problemas cardiovasculares graves, por exemplo. Essa é uma cirurgia relativamente simples, com baixos índices de complicações, e de recuperação cirúrgica rápida. Caso o risco cirúrgico seja elevado, o tratamento é apenas sintomático.”, finaliza.

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